E são os olhos certos que se entendem - a certeza é eterna.
quarta-feira, setembro 14, 2011
ALTRUÍSMO PENSADO, NECESSIDADE COMEDIDA
E são os olhos certos que se entendem - a certeza é eterna.
domingo, agosto 21, 2011
DAS COISAS
Existem coisas que se explicam naturalmente; seus diversos significados de fato muito poéticos, encarregam-se de dispensar qualquer palavra. E há quem diga que são essas coisas de mil significados que falam mais que mil palavras juntas ou desconexas, artísticas ou não.
Mas existem coisas que necessitam de entrelinhas claras. Para estas qualquer palavra é pouco, porque qualquer palavra fala delas um pouco. Estas não foram nem são entendidas - por quem lê, quem ignora e quem escreve.
E caso me perguntassem o que é mais importante: os universos que escondem situações ou as situações que escondem universos, minha resposta seria ∞/2.
quinta-feira, agosto 18, 2011
Então veja você mesmo
sábado, agosto 13, 2011
QUATRO OLHOS - final
terça-feira, julho 26, 2011
É DE AMOR E DE PAZ QUE VIVE O HOMEM

segunda-feira, julho 18, 2011
A arte de traduzir-se em foto

segunda-feira, julho 11, 2011
1+ 1 pode não ser dois

quinta-feira, junho 30, 2011
E POR FALAR EM DRUMMOND

Dia desses perguntaram-me: “Se pudesse ser qualquer pessoa, viva ou morta, quem seria?” E eu respondi. Não digo que foi no calor do momento porque estava chovendo e aqui no Nordeste quando chove as pessoas sentem frio. Também não foi nenhuma surpresa, dado a freqüência com que perguntas desse tipo são feitas... Surpreendeu-me a minha resposta!
Quem eu queria ser? Muito fácil! Eu queria ser aquele moleque frustrado com o sorvete de abacaxi, que mais parecia uma sombra gelada de qualquer outra fruta que havia sido madura a mais ou menos três anos atrás.
Eu seria aquele moço meio torto, quase morto, o gauche da vida. E então teria pedras no meio dos caminhos, Josés para se perguntar as horas, ou simplesmente dizer: “E agora?”. Teria um coração tão grande quanto o mundo ou seria eu Raimundos sem solução!
Poderia então escrever “Moça, flor, email” e nunca ser tão óbvio ou finitamente preso, em finais de ponto e vírgula. Se pudesse ser, quem eu seria? O Carlos. Não precisava nem ser Drummond de Andrade.
E pensando bem, eu já sou gauche, sou meio torto, sou quase morto, mas sou Gustavo. Será que precisa ser Nunes Monteiro?
segunda-feira, junho 27, 2011
LIBERDADE E OUTROS VÍCIOS

Desconfio de que esteja reforçando o meu lado subjetivo a cada letra que por aqui se escreve. Desconfio também de que quebro assim todas as regras ou diretrizes que supostamente eu deveria seguir; livros dizem: “Objetividade é essencial” – mas está longe de ser essência.
Acostumei-me eu a ser fragrância, desconsiderando todos os elementos químicos que meticulosamente deveriam ser combinados. Perfumes feitos fedem. E também fedem os seres humanos, burgueses ou não. Apenas fui sendo fragrância pela livre intuição, essencialmente subjetiva e quase enigmática – eufemismo para quase nunca entendida.
Desconsiderei, portanto, que assim como o poder deve ser controlado pelo poder, a liberdade deve ser controlada por aquilo que é verdadeiramente livre: a própria liberdade, dom do Espírito, e só ela. Sou livre para mentir pensamentos, mas não posso deixar de assim proclamá-los. Eu minto verdadeiramente, depois minto que não era verdade, para depois mentir que me esqueci das mentiras e das verdades inteiras.
E os sentimentos, as idéias e as pessoas são passíveis de recriação, que também é uma forma de mentira. Criar, recriar, mentir, descobrir é ser livre. E objetividade ou subjetividade é uma questão dicotômica demais para toda essa liberdade que agora percebo. E eu confesso que detesto a falsa simplicidade das coisas dicotômicas ou a bipolaridade das pessoas simplistas – que melhor seriam descritas se fossem descobertas todas as suas inseguranças, que nada mais são do que suspiros sem liberdade.
Penso que o que falo pouco ou muito pouco é de interesse geral da nação, mas acho que tanto a insegurança das pessoas quanto as questões – só – dialéticas são apenas formas de controlar o incontrolável: os possíveis desdobramentos, também chamados de conseqüências ou bilhetes do destino. Os bilhetes, as pessoas e os pensamentos devem ser livres, por essência.
E a essência livre é o mais puro dos perfumes.
segunda-feira, junho 06, 2011
MEUS DIAS LINDOS (Porque Drummond, filho de uma mãe, já escreveu os dias lindos sem possessividade)
quinta-feira, maio 26, 2011
Contraindicado para os que não lêem seres humanos
terça-feira, maio 24, 2011
É COMPLICADO COMPLICAR-SE

Reprovei na anatomia dos sonhos.
Não sou muito bom em dissecar forma, separar estrutura de sentido, estudar o átomo e esquecer-se das ondas.
Ondas de mar ou de luz também me dizem respeito.
Sou infravermelho, raio-x, tsunami.
Reprovei pelo não entendimento-
Do sonho, do sentido, das minhas próprias vísceras.
Vidas de olhos e de vísceras inteiras ainda me dizem respeito.
Sou espera, promessa, cochilo breve.
E o espelho diz:
Entre as coxias e o palco há um espaço ridículo,
De homens e de olhos tortos sem refletores!
Mas acende-se um fósforo na alma e pronto: sorriso furta-cor.
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