sábado, junho 13, 2009

filosofia de uma madrugada de sexta


Ditoso este mundo: O que ninguem vê é tão simples, tão bobo... que todos vêem. O que ninguem escuta é justamente o que todos querem ouvir. A mudança é tão ultrapassada que muda quem não muda nada. Ditoso esse mundo.



Mas o que vc está procurando realmente?

segunda-feira, abril 13, 2009

fones de ouvido


Sempre muito me interessaram os inícios, onde pouco se sabe e a calma inocente governa os fatos e os seres que os constituem; onde não existe complicação ou filas bancárias, apenas calma... Paz fria de inverno. Mas os diálogos e os olhares problemáticos e coadjuvantes nos atraem como ímas, e a sedução está em se complicar, nos acordar do infinito em que nos mergulhamos anteriormente. A ausência de simplicidade chega a ser tão prazerosa que indispensável se torna.

Então nos julgamos indestrutíveis. E nos distroem - com direito a música, explosões e tudo. O filme de nossas vidas por um momento se mostra triste, algumas pessoas tapam os olhos preservando na mente os bons momentos iniciais. Mas a nostalgia dura pouco, é o fim. As coisas se resolveram e voltam ao normal ao mesmo tempo, nos preparando para uma nova tsunami de sensações.

Imagino que todos os finais sejam assim. Espirais luminosos que fundem o pincípio ao fim e a energia que a luz consome são os meios. Que os fins justifiquem e apaguem os meios, como páginas rasgadas ou memória perdida... os fones de ouvido dizem agora: Respiro. E eu não estou só! este ponto final é a mais fiel compania.

quinta-feira, abril 02, 2009

E outra vez conquistemos a distância


Do mar ou outra, mas que seja nossa!

(Fernando Pessoa)

terça-feira, março 31, 2009

O paradoxo dos dias


O primeiro passo para que as coisas aconteçam é acreditar nelas, e permitir que elas existam. É preciso viver o sonho mesmo de olhos abertos, é preciso se desculpar das próprias desculpas que só nos enchem de culpa, por incrível que pareça. é preciso ceder, agir e esperar que os atos sejam executados e não que executem os atos. Que tal ser o sonho de alguém? Provar, sorrir, dançar, pular fora, desistir, nos permitir.
Que os sonhos sejam os mais doces, as desculpas mais salgadas e a vida como a água: misteriosa e essencial. Que a vida seja essência da vida.[...]




...




Dois dias depois:
Queria realmente que meus pensamentos positivos fluíssem, existindo em prol da vida misteriosa e essencial, Mas até pensando positivamente eu sou negativo. Pensamentos positivos só me enchem de negatividade ao perceber que não consigo viver tudo isso, embora muito tente.
Não, as pessoas não podem ser modificadas a não ser por si mesmas, e se não podem; o mundo, regido por elas, continua sempre o mesmo.
Não, as pessoas não podem ser o sonho de ninguém. Sonhos são perfeitos...
Lembrando que se a vida é como a água, viver só por viver não tem gosto nem cheiro...
There are to many barriers
And nothing make me feel good now
I'm running again

segunda-feira, março 09, 2009

Perseguindo lembranças


Um dia a sutil beleza da infância, que de tão frágil, como todas as mais valiosas coisas, morre aos poucos - ou talvez morre de tal lenta forma por guardar em si algo divido, e portanto muito forte - me perguntou se eu tinha medo. E sem esperar respostas disse, com toda a serenidade de um velho sábio "Tenho medo de tudo: bruxa, escuro, fantasma, barata e baleia", sem nunca ter visto a última.

Há algo realmente paradoxal em ser criança!

Que triste... Hoje tenho muito medo do nada: medo de mim, do silêncio, da chuva. De tudo que há em cada ausência de tudo, de tudo que há em uma reticências e numa folha em branco, que aos poucos perde sua dignidade poética ao serem adicionadas as palavras.

Hoje tenho muito medo do só. Só esse vazio me conforta





















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domingo, fevereiro 15, 2009

Microondas


'Amores requentados feito pão durmido'.

Um gosto estranho de saudade.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Como a água


Talvez a solidão seja mesmo a melhor nave, que revele todos os outros lados do mundo. Como são de fato!
E se escrevo vago, é porque sou completo. Mas se escrevo solidão é porque a desejo, o que não significa que gosto, ou que a tenho... Apenas a desejo, e isso basta. O que seria dos dias sem os contentamentos, e o que seria das frases sem a primeira pessoa...?
E na nave em que escolhi embarcar, viagarei por um tempo chamado vida até encontrar um trevo de cinco folhas, que é muito mais raro!

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Andorinha (Manoel Bandeira)


Andorinha lá fora está dizendo:

- "Passei o dia à toa, à toa!"


Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!

Passei a vida à toa, à toa...

quinta-feira, dezembro 04, 2008

sábado, novembro 29, 2008

O que as núvens disseram


Vamos girar os ponteiros no sentido anti-horário até que se percam os eixos... Vamos ouir a doce melodia que tocam os dias, sem tentar ser interessante ao ponto de se tornar sociável, ou estranho para escrever seus defeitos. Vamos nos contentar em ser. Eu é, e você também! Sorrir, por que não?!

quinta-feira, outubro 30, 2008

É que todos


Têm direito ao grito!

segunda-feira, outubro 27, 2008

.. (dois pontos)


Como começar se esqueci o começo? Bem como esqueci onde guardei minha face. Por isso não começo, prefiro me lembrar dos fins e dos meios que de tanto um dia me serviram. Não inicio uma linha sequer de coesão aclamada porque temo as palavras e me farta qualquer tipo de aclamação - nem os vivas e derramas que cantam à velhice alheia - Não escrevo para parecer inteligente nem superior ou menos que isso, escrevo a alma e antes dela a palavra, palavra por palavra que é alma aprisionada.
Nunca gostei de prisões mas ultimamente me têm parecido útes em demasia, e sem a pretenção de ser nada, apenas de guardar algo importante (tal como os relicários), tomo elas, as prisões, como forma de me guardar em mim mesmo. Me preservando na sutileza de um sorriso, que é a janela para a prisão da alma, por onde entram frestas de felicidade, algo tao complexo que descofio de sua concretidão.
Assim tenho esse amontoado de palavras como a visão em barras de céu. Por onde um dia quis voar mas do meu casaco caíram as penas todas, não tristes, mesmo assim sólidas e solúveis na esquina do pó, mais confiável e macio na queda. Enquanto as núvens são como o amor que é como uma resposta - nunca existe de fato e nos escorrega numa queda infinita até o chão - que é o limite daquilo que é ilimitado, e uma vez encontrado nos faz contentes com as perguntas, apenas!