sexta-feira, agosto 28, 2009

E se só me ama, me ame só. Como alguém que comprou a passagem e esqueceu da hora, que sorriu e não lembrou de ser feliz ou de beber as lágrimas salgadas de saudades de outros tempos quem sabe.
Se apenas me ama, me deixe livre. Correrei então diversos campos e quando os pés cansados se recusarem a caminhar, me deito na grama e esqueço. – O sol queima o que me resta de corpo, evaporando a minha alma, os mosquitos me sugam a essência, já não penso mais em dor ou alegria, sozinho me esqueço – E me esqueço que o sol queima e que os mosquitos sugam, me esqueço de mim e de meu amor solitário.
Se me ama só, e se possível for, me ame como a chuva de verão ou a última faixa do disco. E com carinho, com afeto, só te amarei só!

quarta-feira, agosto 12, 2009

Uma ponta de pena ou uma pena sem ponta

Eu só queria escrever diferente
Que os pontos e as linhas se comunicassem internamente
Assim como se comunicam o vento e as palavras

Queria encher o meu vazio de tudo
Sabendo que o tudo do mundo
Carrega consigo um muito de nada

Eu queria cantar a mais alta sinfonia
Para que as moléculas vibrassem no universo finito
[dos meus sonhos
Formando círculos de vermelhas melodias
E sorrir e morrer depois

Mas só por um dia
E assim então me reinventaria
Só para morrer de novo
Como o mais digno dos versos mortos antes de Eu nascer

sábado, junho 13, 2009

filosofia de uma madrugada de sexta


Ditoso este mundo: O que ninguem vê é tão simples, tão bobo... que todos vêem. O que ninguem escuta é justamente o que todos querem ouvir. A mudança é tão ultrapassada que muda quem não muda nada. Ditoso esse mundo.



Mas o que vc está procurando realmente?

segunda-feira, abril 13, 2009

fones de ouvido


Sempre muito me interessaram os inícios, onde pouco se sabe e a calma inocente governa os fatos e os seres que os constituem; onde não existe complicação ou filas bancárias, apenas calma... Paz fria de inverno. Mas os diálogos e os olhares problemáticos e coadjuvantes nos atraem como ímas, e a sedução está em se complicar, nos acordar do infinito em que nos mergulhamos anteriormente. A ausência de simplicidade chega a ser tão prazerosa que indispensável se torna.

Então nos julgamos indestrutíveis. E nos distroem - com direito a música, explosões e tudo. O filme de nossas vidas por um momento se mostra triste, algumas pessoas tapam os olhos preservando na mente os bons momentos iniciais. Mas a nostalgia dura pouco, é o fim. As coisas se resolveram e voltam ao normal ao mesmo tempo, nos preparando para uma nova tsunami de sensações.

Imagino que todos os finais sejam assim. Espirais luminosos que fundem o pincípio ao fim e a energia que a luz consome são os meios. Que os fins justifiquem e apaguem os meios, como páginas rasgadas ou memória perdida... os fones de ouvido dizem agora: Respiro. E eu não estou só! este ponto final é a mais fiel compania.

quinta-feira, abril 02, 2009

E outra vez conquistemos a distância


Do mar ou outra, mas que seja nossa!

(Fernando Pessoa)

terça-feira, março 31, 2009

O paradoxo dos dias


O primeiro passo para que as coisas aconteçam é acreditar nelas, e permitir que elas existam. É preciso viver o sonho mesmo de olhos abertos, é preciso se desculpar das próprias desculpas que só nos enchem de culpa, por incrível que pareça. é preciso ceder, agir e esperar que os atos sejam executados e não que executem os atos. Que tal ser o sonho de alguém? Provar, sorrir, dançar, pular fora, desistir, nos permitir.
Que os sonhos sejam os mais doces, as desculpas mais salgadas e a vida como a água: misteriosa e essencial. Que a vida seja essência da vida.[...]




...




Dois dias depois:
Queria realmente que meus pensamentos positivos fluíssem, existindo em prol da vida misteriosa e essencial, Mas até pensando positivamente eu sou negativo. Pensamentos positivos só me enchem de negatividade ao perceber que não consigo viver tudo isso, embora muito tente.
Não, as pessoas não podem ser modificadas a não ser por si mesmas, e se não podem; o mundo, regido por elas, continua sempre o mesmo.
Não, as pessoas não podem ser o sonho de ninguém. Sonhos são perfeitos...
Lembrando que se a vida é como a água, viver só por viver não tem gosto nem cheiro...
There are to many barriers
And nothing make me feel good now
I'm running again

segunda-feira, março 09, 2009

Perseguindo lembranças


Um dia a sutil beleza da infância, que de tão frágil, como todas as mais valiosas coisas, morre aos poucos - ou talvez morre de tal lenta forma por guardar em si algo divido, e portanto muito forte - me perguntou se eu tinha medo. E sem esperar respostas disse, com toda a serenidade de um velho sábio "Tenho medo de tudo: bruxa, escuro, fantasma, barata e baleia", sem nunca ter visto a última.

Há algo realmente paradoxal em ser criança!

Que triste... Hoje tenho muito medo do nada: medo de mim, do silêncio, da chuva. De tudo que há em cada ausência de tudo, de tudo que há em uma reticências e numa folha em branco, que aos poucos perde sua dignidade poética ao serem adicionadas as palavras.

Hoje tenho muito medo do só. Só esse vazio me conforta





















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domingo, fevereiro 15, 2009

Microondas


'Amores requentados feito pão durmido'.

Um gosto estranho de saudade.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Como a água


Talvez a solidão seja mesmo a melhor nave, que revele todos os outros lados do mundo. Como são de fato!
E se escrevo vago, é porque sou completo. Mas se escrevo solidão é porque a desejo, o que não significa que gosto, ou que a tenho... Apenas a desejo, e isso basta. O que seria dos dias sem os contentamentos, e o que seria das frases sem a primeira pessoa...?
E na nave em que escolhi embarcar, viagarei por um tempo chamado vida até encontrar um trevo de cinco folhas, que é muito mais raro!

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Andorinha (Manoel Bandeira)


Andorinha lá fora está dizendo:

- "Passei o dia à toa, à toa!"


Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!

Passei a vida à toa, à toa...

quinta-feira, dezembro 04, 2008

sábado, novembro 29, 2008

O que as núvens disseram


Vamos girar os ponteiros no sentido anti-horário até que se percam os eixos... Vamos ouir a doce melodia que tocam os dias, sem tentar ser interessante ao ponto de se tornar sociável, ou estranho para escrever seus defeitos. Vamos nos contentar em ser. Eu é, e você também! Sorrir, por que não?!