quarta-feira, agosto 12, 2009

Uma ponta de pena ou uma pena sem ponta

Eu só queria escrever diferente
Que os pontos e as linhas se comunicassem internamente
Assim como se comunicam o vento e as palavras

Queria encher o meu vazio de tudo
Sabendo que o tudo do mundo
Carrega consigo um muito de nada

Eu queria cantar a mais alta sinfonia
Para que as moléculas vibrassem no universo finito
[dos meus sonhos
Formando círculos de vermelhas melodias
E sorrir e morrer depois

Mas só por um dia
E assim então me reinventaria
Só para morrer de novo
Como o mais digno dos versos mortos antes de Eu nascer

2 comentários:

Rafael disse...

Que lindo, meu velho, esse poema!

Sou fanático de carteirinha de seus jogos de palavras. Um por um. Você é capaz de introduzi-las em um estado metafísico de sua natureza, provocando uma rede de significações originalíssima, jamais apreciada.

E eu aqui, as tenho escorregando sobre as minhas retinas.

Fantástico saber que cada vírgula foi criada por alguém que cresceu comigo. Físico, intelecto e poeticamente!

Tenho um orgulho imensurável de vc! =D

Abração, meu velho!

Jenny Paulla disse...

Nossa,lindooooooooo....
=)
Amei!=}